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O BRASIL É O MEU PAÍS!
*Por Adilson Luiz Gonçalves Outro dia, ouvi de um vizinho que essa ?história? de ficar de pé quando toca o Hino Nacional fora de eventos oficiais é babaquice... Discordei. É certo que de nada vale respeitar os símbolos nacionais ?para inglês ver? e, depois, praticar corrupção, desviando dinheiro público para o exterior, e crimes lesa-pátria. Lembrei dos tempos de escola estadual: levantávamos para receber professores e diretores; aprendíamos hinos e músicas folclóricas; hasteávamos a bandeira; ajudávamos a limpar a escola... Doutrinação? Bem, a maioria de meus colegas, de várias classes sociais, hoje está mais para livre-pensador, de fato, do que para ovelha ou lobo ?ideológico?. Mas, o que temos hoje? Um aluno pode agredir um professor, vandalizar a escola ou traficar drogas e nada acontece! E ainda pode ser considerado vítima da sociedade. Agora, vejamos os países que têm servido de exemplo para fanáticos e oportunistas de esquerda e direita: Nos EUA, é comum ver bandeiras hasteadas nas casas e um ufanismo quase cego. Em Cuba, o culto a Fidel e ao comunismo é regra, com doutrinação nas escolas e manifestações cívicas oficiais. Mussolini, Hitler e Stálin também fizeram isso. A diferença está no que é induzido ou imposto. O que há de comum entre esses países é que, apesar de todos serem ou terem sido nacionalistas, todos são ou foram imperialistas, buscando a expansão de seus territórios e áreas de influência, não para levar um bem maior ou liberdade ao mundo, mas para dar sustentabilidade econômica e estratégica a seus intentos. E ao confrontarem interesses de outros, não se importaram em forjar e fomentar guerras, nas quais também lucraram, fornecendo treinamento e armamento. Já no Brasil, o que se vê é uma progressiva perda de respeito pelo país, em pensamentos, atos e até palavras, em todos os níveis. Muitos confundem admirar o que ocorre em outros países, com querer que o nosso seja igual, inclusive com ?consultoria? paga. Orgulham-se de outras nações! Idolatram e seguem líderes de outras terras, enquanto outros, descrentes, sonham em mudar para os EUA ou Europa. Volta e meia, ainda aparece alguém pregando uma secessão no país. Lembro quando começaram a fazer roupas com as cores da Inglaterra e EUA, lá. ?Papéis carbono?, logo copiamos. Nada contra! Porém, algum tempo atrás, uma loja de shopping colocou, na entrada, um capacho com a bandeira do Brasil! Ao manifestar meu inconformismo à vendedora, ela disse que nunca haviam reclamado disso e que o produto era ?bem? vendido. Eu não compraria isso nem de um time adversário. O problema não está em respeitar os símbolos nacionais em público, por aparência. Está na perda de identidade nacional, em nome de valores externos e extremismos. Querem abolir as obras de Monteiro Lobato; música sertaneja virou ?country?; o samba foi substituído por rap e funk; nossos acordos econômicos são ótimos só para nossos ?parceiros? internacionais; nossa política externa. Onde estão as cores nacionais fora de eventos? Onde está o Brasil no coração dos políticos e, principalmente, de seu povo? Chega de ser cópia mal acabada de terceiros, que nem merecem ser copiados! É preciso construir amor-próprio e consciência de nação. O único exemplo que devemos seguir dos outros, sem babaquice, é que nenhum país é respeitado, interna e externamente, sem ter um povo que o respeita e se respeita. *Adilson Luiz Gonçalves é Escritor, Engenheiro e Professor Universitário....


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